A palavra da moda é “bullying“. Campanhas contra essa prática aqui e ali, reportagens sobre o quão prejudicial ele pode ser e bla bla bla… Primeiramente, vamos definir o que é Bullying:
Bullying é um termo em inglês, introduzido em nosso vocabulário, utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully, o valentão) ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos).
Ou seja, bullying é, basicamente, um conjunto de ações que visa intimidar, humilhar e denegrir a imagem de uma pessoa.
Primeiro proibem as “palmadas”, e agora querem tornar o bullying um crime?
Maldade entre crianças existe desde o início dos tempos, garotos gordinhos sempre foram chamados de: rolha de poço, cintura do Equador, bolo fofo, Nhono e etc. Garotos de baixa estatura sempre foram os tampinhas, nanicos e afins. Qual o problema nisso?
O gordinho vai emagrecer e o baixinho vai tomar suplementos alimentares só porque não tiraram sarro da cara deles? Balela.
O bullying funciona como uma espécie de Seleção Natural – mas não o encarem como isso, não vamos cometer o mesmo erro que Malthus. Deixem-me explicar:
Ele pode ficar quieto, na esperança que os bullies parem algum dia, ou pode revidar exaltando algumas características de seus insultantes, como, por exemplo, chamando o garoto de orelhas grandes de “Dumbo”, o com um número elevado de espinhas no rosto de “cara de ralador” e etc…
Geralmente, o que escolhe a segunda opção obtém resultados mais satisfatórios.
- algumas pessoas revidam insultos com palavras de baixo calão, isso é estupidez. Afinal, se eu pergunto a um estudante de Design, por exemplo, por ele não foi macho o suficiente para escolher arquitetura, ou qual a graça de ficar brigando com objetos inanimados, ou mesmo se ele acha que vai conseguir algo na vida fazendo maquetes, e ele apenas diz: “vai tomar no cu”, eu saio “por cima”.
Se você aprende, desde cedo, a se defender desses insultos, ofensas e etc, sem perder a linha, você se torna um adulto mais forte, capacitado a enfrentar os empecilhos do dia-a-dia.
Crianças super-protegidas possuem grande dificuldade de interação social quando crescem – e aquele garotinho que corria pra professora quando era zoado, também.
John Candy, que foi um ator e comediante canadense, em entrevista no programa de Larry King, agradeceu a todos os garotos que faziam piada sobre seu peso na infância:
“… se não fossem aqueles bastardos me insultando dia após dia, me forçando a criar piadas a cerca de seus narizes grandes, sardas, orelhas de abano e etc, eu não seria a pessoa que sou hoje. Aquilo me ajudou a sempre ter uma resposta na ponta língua, aliás, não me ajudou só na carreira de comediante, mas, na vida em si.”
Já perceberam que uma grande parte dos humoristas de sucesso são gordos? Coincidência?
Andy Kaufman, humorista e ator performático estadounidense, que morreu em 1994, em uma entrevista a uma rádio de Nova York, confessou que foi uma criança muito isolada, “eu era gordo, tinha uma monocelha horrível, sem contar essas berrugas no rosto” – disse ele.
E completou:
“…eu tinha vários apelidos, mas, geralmente, me chamavam de Quasímodo (O corcunda de Notre-Dame), ao menos, era o menos ofensivo (…) Eu ficava na minha, durante um tempo comecei a fingir que aquelas pessoas não existiam (…) mas, aquilo nunca deu certo.”
“Um dia eu fiquei puto, era uma tarde ensolarada, achei que deveria fazer alguma coisa, jurei que responderia a altura o primeiro insulto que me fosse feito (…) então ele chegou e disse: volta pra igreja e vai bater um sino que é o melhor que você faz. Nesse momento, eu olhei bem no rosto dele, percebi o peculiar nariz dele e respondi: prefiro bater o sino do que ter esse nariz de porco que você tem! Alias, por que você não volta para o chiqueiro? Oinc- oinc. Achei que fosse ser espancado por ele naquele momento, porém, todos riram. Bruce ficou parado, acredito que nem em seu pensamento mais pessimista ele esperava aquilo (…) Obrigado Bruce, esteja onde estiver. Devo minha carreira a você, oinc oinc”
- Poderia citar inúmeros casos onde, o que denominamos bullying, ajudou na formação do individuo, mas não vou me prender a isso.

Cresça assim...

...e seja assim pra sempre.
Quando a agressão é física, e não psicológica, o bullie, realmente , é o valentão. Nesse caso, a pessoa não quer humilhar ou denegrir a imagem do outro, quer feri-lá. Logo, a ação passa de um jogo intelectual, uma brincadeira, para um crime.
Quando a integridade física estiver ameaçada, ai sim, a pessoa deve procurar auxilio.
Bullying nunca matou ninguém, ele sempre existiu ao longo da humanidade. Quem aqui nunca tirou sarro de um gordo, baixo, magro, negro, lésbica, crente e etc? E quem nunca sofreu com piadinhas sobre sua aparência ou credo?
Sempre haverão aquelas pessoas que vão usar exemplos como o de Jeremy Wade Delle, um garoto que se suicidou dentro da sala de aula, em frente a 30 colegas e de uma professora, como forma de protesto pela perseguição que sofria constantemente. Mas, se a pessoa não aguentou a apurrinhação de simples colegas de classe, imagine quando chegasse ao mercado de trabalho?
E mais, se uma brincadeira de mal gosto, na infância, for responsável por algum trauma que você vier a ter quando adulto, sinto muito se você não teve capacidade para superar.
Sempre existirão pessoas querendo te inferiorizar/humilhar, você pode se calar ou revidar, a escolha é sua.
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