Eu trabalho no Geoprocessamento da prefeitura aqui de Joinville (e provavelmente serei mandando embora no fim dessa semana, graças as dívidas que a administração atual tem que zerar antes da entrada do novo prefeito). Basicamente eu vou com uma dupla de casa em casa medindo áreas e anotando informações pro planejamento urbano e pra talvez (apenas talvez) aumentar o seu IPTU.
De qualquer forma, eis que adentramos uma casa onde funciona um suporte técnico de computadores. A sala emana daquela radiação que fariam muitos aqui (inclusive eu) se sentirem em casa, com placas-mãe presas na parede só pra ficar apreciando sua complexidade eletrônica.
Havia também na casa, dois cães (aliás, aquela quadra toda tinha uma média de três cachorros por casa. a ONG Abrigo Animal deve ter passado colocando filhotinhos nas caixas de correio), um deles meio alaranjado e muito, muito chato. Ficava nos seguindo, lambendo nossas calças e tentando comer nossos formulários.
O dono (doravante referido como “o carinha lá” ou OCL) chama o cachorro que estava artazanando o Mário (doravante referido como “minha dupla” ou MD):
OCL: Linux! Volta aqui!
MD: Há! O nome dele é Linux?
OCL: Sim, porque só dá problema!
MD (para mim): O outro deve ser Windows.
Eu (olhando pro pincher parado no portão): Só pode, porque travou ali e só fica olhando pra gente sem fazer nada.
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